Wednesday, Jul 23, 2008

Tanque 10 - Exclusiva com CSS e Sons de Guerrilha Estética

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título explica-se em si mesmo. falei com luíza sá do css por telefone para a tramavirtual e reproduzo entrevista na íntegra aqui - com toda a precariedade e ruídos-verdade de meu mp3 player/recorder. assutnos são basicamente ser do css e disco novo (apesar da foto véia), claro.

envolta, músicas que têm alimentado minha ânsia de guerra (uma guerra de glórias e amor, mais). let's go to war.

tem jason moran ("gangsterism on the rise"), james blade ("return of the prodigal son"), na linha de frente do jazz contemporâneo, e picchio dal pozzo ("president", "seppia"), uma jóia do final dos anos 70 na mitologia proga italiana.

jason é o que há de mais classudo e inteligente no difícil jazz (tradicional) de hoje.

até mais

Claudio

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Friday, Jun 06, 2008

Tanque 9 - De Volta Para o Futuro II

(47 downloads)

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não se fala em outra coisa. todos os sites e colunas de comportamento indie estão repercutindo e o tanque não podia deixar de pegar uma carona, ou melhor, ir de reboque no deserto. fora se encaixar na principal tendência do pop no momento, o country estratosférico, o que fez o stars like fleas, do brooklyn, ser a grande sensação indie de 2008 é uma incógnita, assim como o fato de suas músicas de 100 bpm's estarem sendo remixadas para as pistas das casas e festas mais cool de l.a, barça, montreal, brooklyn e são paulo. mas não precisamos saber também.

deu nos blogs do thiago ney, do lúcio, nos podcasts mais antenados, tipo do alexandre mathias, dos meninos do qualquer coisa. deu também, claro, na bíblia NME: stars like fleas é a banda mais legal de 2008. como o disco que eles fizeram (na verdade foi gravado no fim de 2007), the ken burns effect, é bom de verdade, fatio uma boa parte dele e coloco ao lado de outros hypes inesperados de outras épocas e de agora:

o sloche, que, com sua sofisticação afrancesada e instrumental, chacoalhou o cenário do jazz rock avant-garde da década de 70 com o álbum stadacone, mudando tudo na vida de gente como miles davis.

o brando, que durante a década de 90 fez com que promessas como pavement e guided by voices fossem enterradas pelo tempo _e reservados apenas a indies extremos. se tornou a banda mais querida e importante da tradição do lo-fi americano. 943 recluse, como repete lúcio ribeiro, é o disco que o fez patentear o indie no brasil.

o introducig raven fenbahn, todo mundo sabe, disco/projeto do extraordinário panda bear, nome artístico de jeff eliasen, do selo/ coletivo ballbearings pinatas, revolucionou o experimentalismo caseiro e possui trajetória parecida. um dia ainda faço um podcast a respeito de um outro panda bear, esquecido pelo tempo, injustiçado e tão proprietário do título de visionário quanto jeff é... é, é a história, às vezes severa.

o cowsills, conhecida como a banda que fez o único disco capaz de rivalizar com sgt pets dos beates, na década de 60, o we can fly.

derivados da cena universitária de ohio, a sensação do ano passado, o machine go boom, formado por integrantes prodígios de 11 a 15 anos, também marca presença nesse tanque, com um pedaço de seu disco com influências de cancioneiro africano e skatismo interplanetário, o music for parents. com essa idade, nem precisa explicar porque esses caras são bons.

seleciono e junto para vocês então porções de cada um desses álbuns importantes (sabendo que o importante é sempre reiterá-los) e arrisco fazer do tanque 9 uma grande coletânea e manual de intruções de como se dar bem no ramo da música.

mais aqui: http://descobrindobandas.zip.net

e aqui:
http://www.musicalfamilytree.org/band/brando
http://www.jke.net/
http://www.ballbearingspinatas.com
http://www.myspace.com/machinegoboom
http://www.progquebec.com/sloche.html
http://www.myspace.com/starslikefleas

músicas tocadas nesse episódio:

brando, do disco 943 recluse (2004)

1 - natural is natural
2 - seine to the rhine
3 - designed for operations

jeff eliasen, do disco introducing raven fenbahn (2003)

4 - get the arms thing going
5 - baeleen frolst
6 - the hat you were happy in
7 - in my town and gown

machine go boom, do disco music for parents (2007)

8 - dirty pipes
9 - elmer's glue
10 - uh-oh ...

the cowsills, do disco we can fly (1968)

11 - a time for remembrance
12 - gotta get away from it all
13 - i need of a friend
14 - beautiful beige

sloche, do disco stadacone (1976)

15 - ad hoc
16 - la baloune de varenkurtel au zythogala

stars like fleas, do disco the ken burns effect (2008)

17 - i was only dancing
18 - falstaff
19 - early riser
20 - berbers in tennis shoes
21 - toast siren

fundo: sons do sloche

ESCREVA:
descobrindobandas@uol.com.br ou descobrindobandas@gmail.com

Claudio

Posted by TANQUE at 6:48 PM |  1 comments  

Tuesday, May 20, 2008

Tanque 8 - Vulcões Explodem Dentro do Quarto ou Montreal por Rory Seydel

(36 downloads)

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este episódio, talvez o mais importante, conceitual e tecnicamente, que produzi até agora, me fez deparar, mais uma vez, com o exercício do gancho, ou tema, a ser trabalhado. a idéia que vai puxar o podcast no texto de apresentação, este. tento aliar criação de interesse com solidez argumentativa, e é difícil. não creio que consiga.

foram pensadas algumas formas mais amplas de introdução escrita deste oitavo episódio, que, vai lá, basicamente trata de uma erupção de talento e juventude despreocupada ocorrendo em montreal, canadá, e traz uma entrevista em clima matinal-café com um protagonista dos mais importantes desse cenário.

entre essas formas: poderia tratar da vocação que lugares com neve possuem para abrigar grandes manifestações. mas a idéia que venceu originou-se de uma série de perguntas e incômodos que de vez em quando me visitam e giram em torno do jornalismo. alguns: por que ninguém até agora, no brasil, deu nada relevante de montreal? por que não há praticamente nada publicado sobre o shapes and sizes, uma manifestação francamente urgente, em português BR? sobre a primeira questão, engraçado que nem nos textos sobre o arcade fire a cidade é apresentada ou pesquisada como contexto_ uma usina ou escola gelada informal de tocar rock.

não é um equívoco, a partir da trilha estabelecida pelos magazines mais lidos mundo afora, noticiar todas as faces "new rave", a mallu (nosso primeiro hype, de fato), o mgmt, amy winehouse, arctic monkeys, klaxons, o vampire weekend (porém, esses, nunca como fenômenos de círculo que também são), alguns bons de verdade.

há legitimidade nisso. jornalismo, de fato, é uma questão de edição_ não apenas no papel; o é principalmente no campo do pensamento, das diretrizes, do que seguir e procurar. e noto um caminho nesse jornalismo pop geral, um seguir específico. mas, não sou louco e bem mais gente de influência dispensada aqui por uma questão de edição não é: montreal, o shapes and sizes, os projetos de spencer krug, o plants and animals e até a galera mais dancefloor da cidade, como o ótimo hip hop batidão ghislain proirer, formam, em conjunção, um puta grande acontecimento musical-jovem dessa geração.

isso em termos de invenção, realização e circuito - ouça apenas os discos da galera que citei agora, só os dela, para ver. nos três aspectos, a cidade está atrás talvez apenas dos estudantes de arte liberais do brooklyn, NYC. o fato é que as acinzentadas olimpíadas de 1976 (vi os vídeos) devem ter recebido mais citações neses últimos dois anos em páginas brazucas do que o plants and animals. e isso é um desleixo. conclusão: mesmo legítimo, nosso padrão de edição (o deles) tem alguma coisa definitivamente errada.

o shapes and sizes tem dois álbuns que são, na ordem, um belíssimo disco de estréia e uma obra-prima (esse, o segundo, de 2007, chama split lips winning hips a shiner, se você não baixou foi um erro). cravou lugar na minha lista pessoal de 2007 atrás apenas dos de spoon, animal collective e dirty projectors. é uma banda cuja alma é a de um pop subversivo que se traja indie (na verdade são indiekids em origem) para caminhar na fina corda a quase todo momento. porque criar (arriscar cair), e eles sabem disso, é o ato divino por definição, e, filhos de bons protestantes e pós-hippies ao mesmo tempo que são, dividem essa noção com muitas bandas conterrâneas.

são selvagens, autoconscientes, isso é dano em quem não pode lidar com, não é dano para eles; cantam em duo, em trio de vozes, arranjam o rock em rearranjos de sua própria índole como estilo: não ficam nem resquícios de fronteiras entre instrumentos, formas, intenções, a música pode ser o interior de um grande vulcão adormecido ou pode ser uma manhã quente no quintal ou no quarto de janelas abertas. fogos de artifício e bombas acabam entrando no mesmo funil criativo, etc.

definido e defendido, é nessa banda que toca rory seydel (último da esquerda para a direita na foto), jeito de menino que mal acaba de sair da faculdade. toca ao lado de john, caila e nathan. rory me atendeu por telefone durante seu café da manhã, antes de partir para o trabalho, no restaurante árabe, onde cozinha. a entrevista ajuda a desvendar montreal e fornecer hipóteses e traços mais seguros para o desenho que venho compondo, jornalisticamente, desde 2006.

antes da entrevista e do bloco todo dedicado ao shapes and sizes, rolo algumas novidades da vizinhança que são obrigatórias para compor sombras e moldura desse desenho, como os lances do spencer krug (sunset rubdown, wolf parade, cujo novo acaba de vazar) e patrick watson. na lista, também há alguns nomes que me deixaram empolgados em 2008: o plants and animals, que já teve um tanque dedicado a seu belo disco, parc avenue, e o karkwa, protagonista da primeira parte do podcast, são os que encabeçam essa ala.

descarrego minhas fichas também, em bandas que podem ser os shapes and sizes, arcade fires e holy fucks amanhã. the luyas, colour assault e mixylodian são essas novíssimas luzes da cidade que apresento no episódio.

MUITO MAIS AQUI: http://descobrindobandas.zip.net

e aqui:

http://www.youtube.com/watch?v=0WYxI6ZTJfk&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=ZpHZuKfhE4M&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=KE3Yrk2KrjY
http://www.myspace.com/shapesandsizes
http://descobrindobandas.zip.net/arch2006-10-15_2006-10-21.html
http://descobrindobandas.zip.net/arch2008-02-17_2008-02-23.html

músicas que tocam no programa:

karkwa - deus lampadaires
karkwa - a la chaine
karkwa - oublie pas
patrick watson - split into your skin
plants and animals - keep it real
the besnard lakes - disaster
karkwa - le volume du vent
karkwa - combien
wolf parade - language city
sunset rubdown - the mending of the gown
shapes and sizes - the long indifference
(entrevista)
shapes and sizes - teller/ seller
shapes and sizes - victory in war
shapes and sizes - geese
shapes and sizes - wilderness
shapes and sizes - head movin
magic weapon - pipe dreams
mixylodian - pretty little spell
colour assault - hills (part 2)
the luyas - flickering lights (will likely fail you)

fundos - diversas de karkwa e shapes and sizes

ESCREVA:
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Claudio

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Saturday, May 03, 2008

Tanque 7 - Colheita Maldita

(251 downloads)

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o assustador filme B dos anos 80, ambientado numa comunidade rural abandonada e dominada por filhos (que mataram os pais), invadiu-me a mente. e admito que a referência não está aqui pela facilidade de associar um estilo imaginariamente "marginalizado" como o hip hop à maldição.

na verdade, o título desmembra-se em duas idéias literais. a primeira: a de um relatório afetivo do que venho colhendo nessa última safra do gênero (final de 2007, começo de 2008)_ marcada por grandes lançamentos, ainda que desconhecidos da maioria, como os álbuns de dj crucial & hi fidel, lupe fiasco, black spade, food for animals...

a outra idéia, que não deixa de reportar também o significado dessa safra, é o impacto quase sinistro, eu diria lindamente sinistro, que o novo disco do the roots (rising down, que abre a viagem) impõe a quem o escuta. na verdade, um impacto de cinema de terror mais à twilight zone do que à colheita maldita.

essa banda/coletivo da filadélfia foi uma das responsáveis por transformar o hip hop na linguagem de ponta por excelência que de fato é no começo deste século. sua contribuição foi e é tocar (jazz, rock, soul - o hip hop afinal é o dispositivo que unifica tudo) sob as (não)regras do mistério e da ilusão. não só esses gêneros, mas também os instrumentos - tanto o aparato eletrônico "convencional" quanto baterias e baixos também "convencionais" _esse o seu segredo diferencial. por mais estranho que seja o emprego da palavra "banda" nesse domínio das rimas e samples, ela funciona para o the roots, e eu acho isso um tesão de modernidade.

tesão de modernidade é, aliás, uma sensação, não sei, patamar, na qual o estilo se torna cada vez mais soberano, e isso tem a ver com o instinto quase premunitório, de tão avançado e eneblinado (é a tal da ilusão), que artistas como os que estão aqui (e tantos outros que não estão: prefuse 73, madlib, lifesavas, common) carregam quando produzem e interpretam música. instinto a que reajo com cegueira opcional, mas com vontade de pensar como e onde eles realizam arte.

embora o animal collective, sim, a banda de white-weirdo hip hop, já cumpra bem essa função, a arte dos donos do hip hop em 2008, nas colagens, cirurgias, reinvenções de procedimenos e sons, resume bem minha própria ilusão de futuro na música.

você vai encontrar aqui também gente que tenho garimpado via myspace, trabalho que é talvez a vocação prioritária do meu lance aqui. pude reunir caras excluídos dos holofotes e promissores. como o duo de homem e mulher j*davey, que consegue hipnotizar colocando na mesma tourada king crimson (ou ares de), jazz, (erotico) black pop... mas com o hip hop como parede nessa "indefinição".

e dwele, que, na mesma flexibilidade, entre o soul e r & b calcinha, prova, como j*davey, o quanto o hip hop penetra e media todas as heranças da música americana negra.

MAIS SOBRE: http://descobrindobandas.zip.net

the roots - rising up
the roots - long time
sole and the skyrider band - ghost, assassinating other ghosts
lupe fiasco - go baby
food for animals - shhhy
black spade (foto - da família, aliás) - her perfume she wore
black spade - to serve with love
hi tek underground - back on the grind
emc - grudge
hi-fidel & dj crucial - barbara kruger
j*davey - hi sun
dwele - i'm cheatin'
big tone - the look (aqui, como parceiro de ta'raach & the lovelution)
mercury waters - pavement pain
daddy kev - blowd anthem

fundos - fighters, do lupe; say now, do emc.

ESCREVA:
descobrindobandas@uol.com.br

Claudio

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Friday, Apr 18, 2008

Tanque 6 - Simplismo

(54 downloads)

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geniais, simplesmente: porque, de fato, são assim, e porque o são de maneira simples. nunca de maneira elementar, mas simples sim -- sua exuberância musical e criativa está sempre ao alcance, nua.

explicar não seria simples.

digo só: (eu) gosto de rádio. gosto de piano e orquestrações que soam como faca. gosto desses caras. gosto de juntar todos e ver no que dá. tomara que explodam (pra baixar, clique com o botão direito e escolha 'salvar destino como').

tudo (agradecimentos seriam pouco) de mais especial (simples) a quem me ajudou a "descobrir" esse programa no meio das minhas idéias.

MAIS SOBRE: http://descobrindobandas.zip.net

Canções:

Rufus Wainwright - Cigarettes and Chocolate Milk - 2001
Rodgers and Hammerstein, interpretados por Julie Andrews - My Favourite Things - 1965
Chico Buarque e Tom Jobim - Sabiá - 1968
Beach House - Turtle Island - 2008
Blonde Redhead - Melody (versão francesa) - 2004
Free Design - An Elegy - 1968
Genesis - The Carpet Crawlers - 1974
The Flaming Lips - Goin' On - 2006
Guilherme Arantes - Baile de Máscaras - 1977
Elliott Smith - In The Lost and Found - 2000
The Blossom Toes - Mr. Watchmaker - 1967
The Beatles - Penny Lane - 1967
The Zombies - A Rose for Emily - 1968
Margo Guryan - It's Alright - 1968
Rufus Wainwright - Grey Gardens - 2001
The Beach Boys - Forever - 1970
Crosby, Stills, Nash & Young - Our House - 1970
Sufjan Stevens - Jacksonville - 2005
High Llamas (foto) - Pilgrims - 1996
Lô Borges - O Vento Não Me Levou - 1979
Tavinho Moura - Nossa Senhora do Ó - 1980

Fundo: April Fools, Rufus, 1998

PS- se nessa colônia de incontestáveis você acha que está faltando, da mesma possível... "linha" barroco-melodista, um outro gênio, que não seja Nick Drake, que é hors-councurs, me diga qual, comentando ou...

ESCREVENDO:
descobrindobandas@uol.com.br

Claudio

Posted by TANQUE at 8:57 PM |  9 comments  

Thursday, Apr 03, 2008

Tanque 5 - Gigante Gentil Calando Tua Boca

(95 downloads)

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YEAH. hoje o papo é com romulo fróes. e eu tô bastante satisfeito por saber que suas qualidades fermentaram, fermentaram, fermentaram desde o álbum "cão", de 2006. vocês vão ver o quanto...

bom, romulo é conhecido por ter afinado uma hmmm... decisiva unificação entre "hábitos" indies (portanto, rockeiros e contemporâneos) e as tradições mais nobres (e, errr, indies) da música brasileira. o resultado que importa é uma obra consistente, em crescimento assustador e, mesmo ampla, cada vez mais delineada_ basta notar as faixas exclusivas, poderosas, cedidas pelo próprio fróes, que eu coloco aqui e que permanecerão oficialmente inéditas até se combinarem no próximo disco do homem: um duplo constituído por uma unidade "nervosa" e outra "calma" que vai circular na praça ainda em 2008.

uma das grandes promessas do ano, e você confere alguns de seus melhores pedaços primeiro aqui. tanque preview. aliás, se liga, no meio do episódio, em uma chamada cala boca já morreu. escuta quietinho essa...

a entrevista na verdade é um papo, tá animada e muito divertida/ esclarecedora, apesar do caráter interno (as citações fazem parte quase sempre do universo-fróes de convívio e inspiração).

fora isso, fiz questão de tocar pouca coisa, ou quase nada, do que cerca o romulo. apesar de ser legal também esse estilo de programa, eu não preciso mapear tudo o que está concretamente envolta dele, mas certamente o que está envolta dele, tendo o meu próprio olhar, meu mundo, como perspectiva, me atrai. afinal o pod é experiência doméstica na essência. daí vêm gentle giant, jards, que não foge, claro, dos diversos tentáculos estéticos do fróes, e um monte de coisas que tenho escutado recentemente, cortejadas por seus paralelos e vizinhos mais inusitados_ coisa que adoro fazer.

rolam então o não-herói folk roots jim croce, regina spektor, milton, alan singley - um grande compositor de portland que descobri e publiquei recentemente no http://descobrindobandas.zip.net -, son lux, do ryan lott, que vem com um ótimo disco em 2008...

e pra ter contato com todos esses mundos basta entrar no tanque. é, entre. espero que esteja bem aconchegante aqui dentro pra você também. vamos sair por aí e atirar uns mísseis.

vale registro: descobri que o meu amigo guilherme werneck já havia, em 2006, na época do "cão", feito um discofonia massa com o romulo (escolhendo as músicas ele mesmo) e vale a visita também, para sacarmos, no "conflito" com o tanque, duas épocas distintas na trajetória desse cara: http://gwerneck.libsyn.com/index.php?post_id=131707

MAIS SOBRE: http://descobrindobandas.zip.net

músicas que eu toquei e de quem eu toquei:

Romulo Fróes - Caveira (nova e inédita)
Romulo Fróes - Ela Me Quer Bem (nova e inédita)
Romulo Fróes - Pedrada (idem)
Romulo Fróes - Peraí (mesmo papo)
Gentle Giant - Peel The Paint
Romulo Fróes - Cala Boca Já Morreu (é, também)
Jards Macalé - Farinha do Desprezo
Jim Croce - Time In A Bottle
Regina Spektor - The Flowers
Alan Singley - Linoleum
Milton Nascimento - Alunar
Alan Singley - Dandilion
Son Lux - Weapons
Son Lux - Tell
Doveman - Fireworks
Colourbook - Lung Fung

músicas de fundo - Romulo - Tudo Que Pesa (do disco "Cão", de 2006); várias do disco "At War With Walls and Maizes", do Son Lux

ESCREVA:
descobrindobandas@uol.com.br

Claudio

Posted by TANQUE at 6:14 PM |  5 comments  

Thursday, Mar 13, 2008

Tanque 4 - As Novíssimas Aventuras da Família Buscapé

(194 downloads)

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yeah. a cultura negra, assim como linguagens mais epidérmicas e espontâneas, nunca deixaram e jamais vão deixar de participar da agenda musical popular de ponta. no entanto, há pouco tempo dois jornalistas renomados, o nova-iorquino sasha frere-jones e o inglês simon reynolds, conseguiram holofotes ao dizer, elegendo o arcade fire como personagem "alvo", que o atual cenário independente americano estaria dominado como nunca, predominantemente branquinho, "limpinho" demais.

é verdade que de fato está (muito mais do que em outros tempos), embora eles dois não conheçam o local, no caso de frere-jones, tv on the radio. mas jamais essa constatação poderia ser direcionada, como foi, por um tom pejorativo espertinho. o que acontece é que, para começar, os jornalistas pegaram um espantalho, porque esse movimento, que é jovem e bem menos orgulhoso de ser branco do que maduro e demonstrativo de educação cultural extrema de uma nova geração de pós-estudantes, não está no arcade fire exatamente.

está no novo folk e, sobretudo, no novo indie-country(rock), que, nos deu, em 2008, que mal começou, alguns dos melhores discos do ano. o snowbeast, do brooklyniano luke temple é um. outros dois, e principais, são o EP sun giant, do fleet foxes (foto), e o long fudidão parc avenue, dos canadenses do plants and animals. este, um exemplar de country rock encharcado de um tradicionalismo que aparece elevado a uma modernidade poucas vezes sentida antes.

são esses lançamentos, e algumas conexões históricas influentes (como os já avançados, na década de 70, manassas e doobie brothers, mestiços pácas, bom dizer), que o tanque de hoje tenta encontrar, informar, celebrar e desarmar. desarmar quer dizer entender, na experiência bruta de ouvinte, o que é de fato esse impulso de renovação de uma raiz. questão que, nas ondas da mentalidade mais bobinha, aquela que mistura certa culpa, equívoco histórico e rebeldia confusa, se torna um agir proibido, quase... constrangedor. constrangedores são eles, os donos do preconceito, frente a essa vontade artística. não se pode ser "sério" demais, branco "demais".

no final, como sempre gosto, uma da minha coleção de maiores músicas do universo, a mão do bach do século 20. que soube, aliás, fora da "discussão" acima (que não passa de reação, na real, a uma falsa polêmica...), unir como nenhum outro todas as heranças étnicas americanas em um estilo só. e permanece como um dos únicos imortais ainda vivos.

boa viagem (este episódio tá particularmente bom e fluído, falo pouco e deixo tudo na mão deles).

muito mais, aqui:

http://descobrindobandas.zip.net
e
http://www.youtube.com/watch?v=PlNT5w7Mjmo
http://www.youtube.com/watch?v=RhhEgeHuoUw
http://www.youtube.com/watch?v=UYi1f5NhcnI

músicas que eu toquei e de quem eu toquei:

Plants and Animals - Faerie Dance (música de fundo)
Plants and Animals - Good Friend
Plants and Animals - Sea Shanty
Doobie Brothers - The Captain and Me
Fleet Foxes - Drops In The River
Stephen Stills's Manassas - Move Around
Fleet Foxes - Mykonos (música de fundo)
Luke Temple - Saturday People
Stephen Stills's Manassas - Colorado
Plants and Animals - A L'orée des Bois
Stephen Stills's Manassas - Fallen Eagle
Fleet Foxes - English House
Magic Magic - Over Your Heart
Grizzly Bear - Final Round
Plants and Animals - Faerie Dance (música de fundo)
Bethlehemufo - Ongoingunderneath
All My Friends - Think Of Rain ("cover" de Margo Guryan)
The Beach Boys - Don't Talk (Put Your Head on My Sholder)

ESCREVA:
descobrindobandas@uol.com.br

Claudio

Posted by TANQUE at 5:16 PM |  6 comments  

Wednesday, Feb 27, 2008

Tanque 3 - Miolos do Coração - 40 anos de Odessey & Oracle (entrevista com um Zombie)

(91 downloads)

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yeah.

o alarme dos filmes do george romero toca. bom, se segura aí na cadeira com seus miolos que o tanque hoje tem como convidado/ entrevistado um membro dos zombies. pronto, falei. não se assuste com o tamanho: o arquivo é relativamente pequeno, do tamanho de um álbum normal, então baixe o tanque, que tinha de ser grande mesmo, sem crises. tem bastante música.

o entrevistado é chris white (jogador das peças brancas acima), um dos capitães do lendário grupo, que é dono de uma das mais singulares biografias da geração da invasão britânica de meados dos anos 60_ exército de bandas que, no intercâmbio proporcionado pelas grandes corporações fonográficas, saiu da inglaterra para engolir o mercado americano. tão peculiar por quê?

não é exagero dizer que os zombies foram a primeira banda indie da história. não só pelos óculos de aros grossos, os primeiros na cena mundial da época?, ou o ar intelectual, compenetrado e quase melancólico dos integrantes que atacava o senso de hedonismo rebelde e indômito que delineava a imagem do jovem roqueiro superstar britânico. se liga: http://www.youtube.com/watch?v=aBdrDu9nq7Q&feature=related

guiados pelo núcleo white (baixo)-rod argent (piano)-colin blunstone (voz), eles eram indies, no termo essencial, porque, em uma indústria que premiava geralmente o que era (rebeldemente) "estável", eles, diferentemente dos seus fãs, os beatles, que reinavam como um radiohead, tinham tudo a perder. e realmente botaram tudo a perder.

os meninos de heartfordshire resolveram, depois da invasão, fazer o disco que queriam. da forma que queriam, sem ter legitimação do mercado para uma atitude assim.

e fizeram. fizeram pra c****** o tal disco: um grande fracasso, que os conduziu fatalmente à dissolução da banda_ ignorada, desiludida e com seus integrantes, à beira da falência e da depressão, sem grana para um apartamento solo, por exemplo. mas esse disco, o odessey & oracle que sucedeu singles de relativo e não-suficiente sucesso (como o movie-hit she's not there), de mistério oculto em algumas cópias de vinil colorido se tornou, durante os anos 80 e 90, o segredo mais delicioso e bem guardado do reino pop.

e de segredo mais bem guardado se tornou, hoje, prestes a completar 40 anos de lançamento (foi produzido no final de 67), obra-prima que é, uma espécie de tesouro coletivizado pela internet, ainda com nuances de fantasia. tendo influenciado toda a leva de roqueiros novos, esses, da minha idade _of montreal, caribou, animal collective até_, que enveredaram e entenderam na psicodelia dos anos 60, e particularmente nos zumbis isolados por arame farpado do paraíso da história fonográfica, uma espécie de espírito santo.

um poço de inspiração sonora e ensinamentos completos que os levariam ao topo da criação melódica em seu tempo. e, de fato, os levou. olhe, aliás, a beleza que é a digestão de uma música dos zombies pelo fantástico of montreal. esse vídeo é de agora e é lindo: http://www.youtube.com/watch?v=NcE7eI71nH4

hoje, o tanque, escancaradamente, como se tivesse entrando em dudinka pra botar pra fuder, homenageia esses 40 anos de sonho, romantismo e juventude_ palavras fundidas exatamente em 7 de março de 1968. data que marcará, em londres, mas em 2008, nos 40 anos de aniverário, o primeiro show na história em que o álbum será executado pela banda, em sua formação (quase) completa_ o guitarrista paul atkinson morreu em 2004. quem estiver em londres não pode perder.

é o show, é o clima desse aniversário e é, em amplitude, essa história, desde sua origem, que o tanque tenta contar e dissecar. com vários sons e com o auxílio de um dos que, ironicamente, conceberam a banda em sua arte e em seu estereótipo. chris white, dono do baixo SG, de metade das composições de odessey & oracle e dos super descolados óculos de grau, fala comigo por telefone enquanto toco umas canções abençoadas, dos seus discípulos mais fodas e da sua própria banda_ que significa em exatidão, não a injustiça histórica, mas exatamente a justiça tardia e legítima no pop. que se dá no cenário real, dos conspiradores da grande estética, e dispensa o palco "soberano" do teatro dos negócios e tendências. se liga na lista, tem coisas lindas que talvez você conheça ou não, e tem raridades que devem fazer que conhecem se arrepiar.

erratinha que numa hora falo que ele conta um fato de "10 anos depois do disco", mas ele disse na real "nos últimos 10 anos". não deu pra colocar música de encerramento, o limite de duas horas quebrou o meu plano de edição inicial, com 2 horas e meia.

músicas tocadas no programa:

.care of cell 44 (the zombies)

.it never fails to please me (chris white & rod argent, uma rara "lançada" sob o nome zombies, pós-odessey & oracle)

.don't you try to explain (colin blunstone, vocalista dos zombies, produzido por mike hurst, sob o pseudônimo de neil macarthur)

.to julia (balada de chris white interpretada com a voz de rod argent, mais uma gravada e guardada pós-odessay & oracle)

.i could spend the day (outra escondida de chris white & rod argent)

.whenever you're ready (the zombies)

.i must move (the zombies)

.nothing's changed (the zombies)

.elliott smith tocando care of cell 44 do odessey & oracle

.wondermints - listen

.of montreal tocando friends of mine do odessey & oracle

.of montreal - good morning mr. edminton

.caribou - eli

.i want her she wants me (the zombies)

.brief candles (the zombies)

.hung up on a dream (the zombies)

.the way i feel inside (early zombies, trilha de a vida marinha de steve zissou)

.i don't believe in miracles (os zombies reignorados em 2004, com colin blunstone e rod argent)

.southside of the street (outra de colin e rod em 2004)

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Claudio

Posted by TANQUE at 1:43 AM |  2 comments  

Monday, Feb 11, 2008

Tanque 2 - Batalhão da melodia

(80 downloads)

Download this episode (83 min)   
YEAH. na mão. maratona de formas pop suculentas, do experimentalismo radiofônico elegante à farofada convicta, é o lance do tanque 2, que coloco no ar. tinha uma inspiração meio indefinida entre tentar transmitir um clima de dial mágico de FMs antiquadas e fazer um programa com as melodias sofisticadas mais legais do meu mundo recente independentemente da vocação FM. acho que continuei e cumpri essa indefinição, que na verdade é uma definição por si.

sem entrevistas, blocos musicais bem maiores, dessa vez são 16 canções, algumas de bandas do blog http://descobrindobandas.zip.net , outras oriundas de puro impulso a partir do que tenho escutado no último mês. rolam novidades, como o hip hop do lupe fiasco e o animal-collective-tinytoony do vampire weekend.

rolam digressões meio acidentais, como o violento art-rock inglês gentle giant e jonny greenwood com trilhas de cinema, mas o básico da brincadeira é o governo, aqui, da turma de billy joel, ben folds e de seus discípulos, confrades ou tipo isso, como bc camplight _compositor americano que está na foto, lançou disco animalzaço e também, claro, é puro brian wilson_, dion read _o pianista melbourniano de 17 anos, a mallu dos cangurus_ e jon brion. esse governo lança exército pop faminto por sangue amigo. para isso, claro, tanque com bolinhas nas ruas e metrancas de teclas de piano envolvendo os soldados.

toco muita coisa pra cima, pra frente, sábado à tarde, como sloan, e rufus, linda, enrolando a língua fudidaço como sempre, fazendo a judy com propriedade que jamais judy poderia imaginar alguém fazendo, cantando uma obra-prima. de modo que espero fazer alguém feliz com esse programa.

errata feia: sempre fui ruim de número romano. chamo uma banda que escolheu o nome de luís 14 para acompanhá-la pela vida, de luis 15. foi mal aí.

dessa vez não acho prejuízo liberar a lista de sons, que está aqui:

bc camplight - soy tonto (fundo)
bc camplight - the hip and the homeless
dion read - unloving you
ben folds five - stevens last night in town
rufus wainright - you go to my head
billy joel - piano man
billy joel - allentown
sloan - right or wrong
louis xiv - air traffic control
jon brion - here we go
jonny greenwood - prospectors arrive
orange can - all up there
organe can - so bright 2
gentle giant - edge of twilight
vampire weekend - oxford comma
lupe fiasco - the coolest
billy joel - laura
gentle giant - the moon is down

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Claudio

Posted by TANQUE at 11:19 PM |  2 comments  

Monday, Jan 28, 2008

Tanque 1 - O Brooklyn de Chris Taylor

(236 downloads)

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YEAH. tá na mão o primeiro tanque, meu podcast pela "network" descobrindo bandas.

nesse primeiro programa, entrevistei o baixista, arranjador e pensador sonoro por trás do quarteto nova-iorquino grizzly bear, chris taylor, que tem como comparsas daniel rossen (guitarra, composição, voz), ed droste (teclado, composição, voz) e o baterista, melhor amigo de taylor, chris bear.

chris conversa comigo por fone e me ajuda a interpretar melhor o que, na minha opinião, está acontecendo de mais importante na música popular atual: exatamente o novo brooklyn, movimento desses jovens do bairro, todos juntos, desde 2005, em uma aventura cega pelas raízes americanas e pelas sonoridades mais improváveis dos anos 70 e da próxima década (2010).

é uma espécie de confraria informal que já gerou discos como o return to the cookie mountain, do tv on the radio, rise above, do dirty projectors, o vestibule, do inlets, e o clássico imediato e comandante do grizzly bear, yellow house, de 2006 _ segundo da trilha que começou lo-fi, com horn of plenty, de 2005, e que descansa no respiro quase caça-níquel do EP friends, de 2007, que conta com versões experimentais de velhas músicas e remixes camaradas, como o que o CSS fez para a música knife. grizzly bear teve 80 % do reconhecimento merecido na imprensa indie americana com yellow house _o que é grande_ e quase não se falou a respeito no BR_ o que eventualmente não deixa de ser bom sinal.

além da entrevista com chris, que destaca, entre outras coisas, sua primeira banda séria _o fast fourier_e o flying, tema do blog na semana passada, comentado pelo cara, coloco no jogo umas músicas que prenunciam e afirmam esse brooklyn de 2008 do qual escrevo tanto.

não vou colocar aqui na roda a seqüência de artistas e canções (foram 11 sons, aliás, cercando os trechos com chris falando), pois acho que perde meio a graça. mas digo que, nesse passeio pelo brooklyn, além das jóias "nativas" (dirty projectors, dept. of eagles, flying) e de uma nova tipo-inédita do grizzly (jóia também, chamada blackcurrent jam), rolam tentativas de surpresa violentas. a brincadeira ficou realmente interessante porque nessas aí pude passar até pelo brasil.

semierrata é que, no percorrer do programa, sugiro que podcast é só que toca música, mas claro que isso é um equívoco. outra é que chris diz, quando fala do próximo disco do grizzly, em caetano veloso como um referencial, e eu deixei passar isso em branco.

MAIS SOBRE: http://www.myspace.com/grizzlybear
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Claudio

Posted by TANQUE at 8:35 PM |  2 comments  

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TANQUE
pompéia, são paulo, sp
podcast do blog descobrindo bandas

http://descobrindobandas.zip.net - a música do mundo, recolhendo os pedaços de outras épocas e recomeçando hoje, todo dia, de todas as formas. entrevistas, locuções à moda antiga e sons de foder. vrm ttthcchhhh thchhh caa.

o tanque é feito na pompéia buscando a prestação de serviço diária e notícias sobre o tempo, o trânsito e, entre uma coisa e outra, umas músicas. o lance é descobrir e divulgar bandas novas (e velhas novas) e, por meio deste podcast, explorar pontes improváveis entre o meu dia-a-dia, esses artistas e a história da música. além disso, promover o contágio periódico das pessoas por música grande. e também: tanque de guerra, thundertanque, tanque de areia, morar dentro de um tanque. fala comigo, fala: DESCOBRINDOBANDAS@UOL.COM.BR
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